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Depressão pós-parto – o que é e como evitar?

a woman and a young girl lying on the bed while using tablet

Queridos papais, a chegada do tão aguardado bebê finalmente chegou ao fim. Depois das 41 semanas de espera, ou talvez um pouco menos que isso, o herdeiro da família veio ao mundo para alegrar todos à sua volta, mas um sintoma bem comum nessa fase pode gerar problemas para uma adaptação feliz: a Depressão Pós-Parto.

De cada quatro mães brasileiras, uma sofre com a Depressão Pós-parto, muitas vezes calada pela culpa e pelo medo de julgamentos. Há quem confunda Baby Blues com Depressão Pós-parto, mas são dois sintomas bem diferentes. O Baby Blues são sintomas de preocupação excessiva com o bebê, ansiedade, cansaço, nervosismo, dificuldade de se concentrar e para dormir, choro sem motivo etc.

A avalanche de hormônios é a principal causadora dessas manifestações emocionais na recém-parida. Tudo isso também pode ter a ver com a correria que é ter um bebê recém-nascido em casa, as mamadas em um curto intervalo de tempo, a privação de sono, entre outros casos. Mas isso é completamente normal, já que essa é uma rotina completamente nova e é necessária adaptação dia após dia para que tudo flua melhor e fique mais leve e fácil de lidar.

Já a Depressão Pós-parto fica um nível acima de tudo isso. Ela está diretamente ligada a baixa autoestima, insônia, tristeza profunda, sentimento de culpa, desânimo e cansaço extremo, nenhum interesse pelo bebê etc. As mães precisam da mesma atenção dada a um recém-nascido, afinal, os dois nascem juntos. O primeiro mês é crucial para que a nova mamãe se sinta acolhida e cuidada, assim como o baby. É extremamente importante que ela não tenha muitas preocupações nesse período, pois ele já é difícil o suficiente, tanto externamente quanto internamente, para a mulher.

Esse quadro também se reflete em outras coisas. Normalmente, a mulher que está em Depressão Pós-parto amamenta pouco e não cumpre o calendário vacinal dos bebês. As crianças, por sua vez, têm maior risco de apresentar baixo peso e transtornos psicomotores, além de outros problemas de saúde.

Como evitar a Depressão Pós-parto?

O primeiro passo é se preparar para o pós-parto como um todo. Existem diversos vídeos, livros e materiais de como uma mãe de primeira viagem deve se preparar para a gestação e consequentemente, para a chegada do primeiro filho. Isso é legal e importante, pois, quanto mais informações houver, melhor para mamãe e bebê. Mas muitas se esquecem do depois. O que fazer depois que o bebê sai da barriga? Esse tipo de informação é tão importante quanto e merece a sua atenção!

Para que o pós-parto seja mais leve e gratificante para a recém-parida, é necessário organizar uma força-tarefa para isso. O apoio do (a) parceiro (a), da família e dos amigos é fundamental para ajudar a tratar a Depressão Pós-parto. A mãe cansada, com poucas horas de sono, e um bebê que demanda sua presença full time… Uma rede de apoio é essencial nesse período.

A mamãe não precisa, e nem deve dar conta de tudo sozinha. Principalmente no primeiro mês, é interessante que se tenha alguém em quem ela possa se apoiar. Seja para conseguir fazer uma refeição, tomar um banho ou até mesmo dormir tranquilamente entre as mamadas. Ter uma pessoa responsável para cuidar da mãe ajuda muito a minimizar os sintomas do pós-parto.

Como tratar a depressão pós-parto?

Como a maioria dos transtornos psiquiátricos, a Depressão Pós-parto ainda carrega o estigma de tabu, o que causa preconceitos e emperra a busca por ajuda. Embora pouco falada, está longe de ser incomum: mais de 25% das mães brasileiras têm sinais de DPP, como apontou uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz (RJ), sobre fatores associados à Depressão Pós-parto no Brasil, feita com aproximadamente 24 mil mulheres de todo o País.

Ficar um pouco triste depois do parto é normal e esperado, mas a Depressão Pós-parto vai além tanto na intensidade quanto na duração dos sintomas, geralmente notados de quatro a seis semanas após o parto e que podem se arrastar por um ano (ou mais, em alguns casos).

Uma vez reconhecido o problema, é hora de partir para o tratamento, geralmente feito com a combinação de psicoterapia e antidepressivos. E para o tratamento ser eficaz, é recomendado que ambos os pais participem de todo o processo.

Além disso, a desconstrução social da maternidade romantizada e perfeita é muito importante. Afinal, a maternidade engloba tanto alegrias e conquistas quanto tristezas e fracassos. E é sobre isso que precisamos falar sempre.


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