Queridos papais. Depois da placenta cumprir seu papel de proteger o bebê durante os nove meses, dúvidas pairam sobre o que fazer com ela no pós-parto.
De uns anos pra cá, a placenta – órgão de função vital na gestação, presente na maior parte dos mamíferos, através do qual ocorrem as trocas entre mãe e filho – tem sido motivo de curiosidade. Conhecida por muitos como “árvore da vida”, é através dela que o bebê troca oxigênio e gás carbônico com a mãe, recebe nutrientes por difusão do sangue materno e excreta produtos de seu metabolismo.
Ingerir, enterrar ou carimbar?
Em diversas culturas, é comum enterrar, adubar e até comer a placenta. No parto normal, a placenta é naturalmente expulsa do corpo, com direito até a contrações, e na cesárea ela é retirada após o recém-nascido e descartada. O fim da ligação entre ela e o bebê termina quando o corte do cordão umbilical é realizado e, geralmente, segue para o lixo orgânico do hospital. No entanto, a placenta pode ganhar outros destinos, apesar disso ainda ser um tabu.
Em meados de 2006, o movimento em prol da placentofagia – o ato de comer a placenta – veio ganhando adeptos, entre os quais celebridades como Kim Kardashian e Bela Gil. As três principais formas de consumo são: crua, temperada ou em cápsulas. Nos Estados Unidos, existem diversas empresas dedicadas ao encapsulamento da placenta. Já no Brasil, são poucas, além de não haver legislação reguladora desse tipo de negócio.
Uma alternativa para a placenta é enterrá-la juntamente com alguma planta de sua preferência. E há quem prefira utilizá-la como carimbo, já que ele funciona como uma esponja, para fazer a “árvore da vida” e eternizá-la num quadro, por exemplo. Para isso, basta aproveitar o próprio sangue ou com tinta mesmo. Assim, ao ser colocado em cima de uma folha de papel, fica impresso um desenho com seu formato, e depois é só emoldurar! O resultado fica lindo e muito significativo.
Quais os benefícios da placenta?
Comer a placenta logo após o parto é uma prática comum entre muitos animais. Entre os efeitos benéficos relatados por mulheres que já consumiram a placenta estão: melhora na recuperação do pós-parto; menor sangramento; melhora na reposição hormonal; melhora na produção de leite; sensação de mais energia; e diminuição dos sintomas do Baby Blues.
Estudos publicados em 2016 encontraram nutrientes e hormônios ativos em amostras da placenta mesmo após o processo de desidratação. Em janeiro de 2017, o primeiro estudo duplo-cego comparando cápsulas de placenta versus placebo (medicamento utilizado no tratamento de doenças como depressão, alterações do sono, menopausa, entre outras) encontrou maiores níveis séricos de ferro no sangue das mulheres que ingeriram as cápsulas do que no grupo que ingeriu o placebo. Além disso, a ingestão da placenta pode reduzir as chances da mulher sofrer com a depressão pós-parto e melhorar acentuadamente sua produção de leite.
É importante ressaltar que ainda não há evidências científicas sobre benefícios ou malefícios de se consumir a placenta. As opiniões de médicos sobre o assunto são divergentes. Mas, para quem optar por algum desses processos, é importante ficar atento a essas dicas:
Como guardar a placenta?
- Parto hospitalar: a placenta deve ser colocada num saco plástico do hospital e guardada na geladeira. Na geladeira, pode ficar até 36 horas. Depois disso, se não começar o processo de desidratação, ela deverá ser congelada;
- Parto domiciliar: colocar a placenta em uma vasilha de plástico e guardar na geladeira por até 36 horas. Após isso, congelar;
- Caso opte pelo encapsulamento: entrar em contato com entidades especializadas nesse tipo de processo. No Brasil, estas técnicas ainda não são regulamentadas, porém podem ser encontradas de forma artesanal por parteiras, doulas ou casas de parto humanizado;
- Enterrar/adubar: mesmo processo de conservação anterior e depois só colocar num vaso com terra e a semente da planta;
- Carimbo: o processo de conversação é o mesmo, se o carimbo não for feito logo após o parto e utilizando o próprio sangue, ou então, pode ser feito com tinta.
Um órgão tão importante não pode ser simplesmente “jogado fora”, quando existem tantas alternativas simbólicas para ele. Qual a sua opinião sobre isso? Conta pra gente!
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