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Aprenda a fazer o desmame com calma e amor

Photo by Wendy Wei on Pexels.com

O processo do desmame do bebê pode ser bem complicado e gerar algumas dúvidas em muitos pais. Mas, afinal, quando é a hora de desmamar? A recomendação do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que o bebê tenha o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida, e de forma complementar a outros alimentos até os dois anos de idade.


Quando começar o desmame?


Os benefícios da livre demanda são muitos além de simplesmente alimentar a criança. Ela auxilia na saúde do bebê, já que o leite materno carrega nutrientes e garante os anticorpos essenciais de que ele precisa. Além, é claro, da proximidade e do aconchego no momento da mamada, que reforçam o vínculo entre mãe e bebê.

Para o processo de desmame, o primeiro passo é a mãe estar certa de que aquele é o momento de reduzir ou acabar de vez com as mamadas. Por questões históricas e culturais, depois que o bebê passa da fase do aleitamento exclusivo e começa a ingerir outros alimentos, existe uma pressão social para o desmame, mas essa deve ser uma decisão única e exclusiva da mãe.

Decidiu que determinado momento é o certo, mas não sabe por onde começar de fato? Comece pela parte mais difícil de conciliar com a sua rotina, que geralmente é à noite, quando as mamadas acabam “atrapalhando” a rotina de sono dos pais. Aprenda também a identificar as necessidades do bebê, pois muitas vezes ele não mama apenas quando está com fome, mas sim porque quer atenção, carinho, aconchego etc.


Conversas e rede de apoio são essenciais nesse período

Conversar com a criança também é extremamente necessário nesse período. Explique de forma fácil o porquê de ela não ficar mais no peito durante tanto tempo como antes, e como isso trará benefícios tanto para ele (a) quanto para a mamãe. A ajuda do pai e dos avós é fundamental para conseguir fazer o desmame: quando a criança pedir o peito antes de dormir, por exemplo, a mãe deve sair do campo de visão dela e deixar que uma dessas pessoas a acalme, embalando-a e oferecendo uma mamadeira. O método “não ofereça, não recuse” pode funcionar como um “teste” de quão fácil ou difícil será o desmame. Continue amamentando quando o bebê pedir, mas não ofereça o peito o tempo todo. Assim, ele poderá se acostumar com uma rotina que não inclua a amamentação.

Nessa nova adequação da rotina, estabeleça o tempo da mamada. Por exemplo, a duração de uma música, ou contar até 30. Pode ser que nas primeiras vezes a criança não entenda e peça por mais, e tudo bem; criar um novo hábito leva tempo e é necessária paciência de ambas as partes. O desmame gentil é uma vertente da educação positiva ou educação afetiva, e tem a ver com fazer isso da forma mais amorosa possível para que o bebê entenda e também não sofra com a falta daquilo que ele sempre teve à disposição quando quisesse. Uma opção boa é trocar o peito pela mamadeira, mesmo que seja com o leite materno, já é outra “ferramenta” com a qual ele terá contato de aqui para frente até poder usar o copinho etc.


Meu seio continua cheio de leite, e agora?

Se isso acontecer, talvez seja porque o desmame tenha ocorrido de maneira muito rápida. Com o bebê diminuindo as mamadas, o organismo entende que não precisa produzir tanto e reduz a quantidade de leite. Se o desmame é abrupto, não dá tempo de esse entendimento ocorrer e a produção continua igual, mesmo sem a demanda. Nesse caso, ordenhe suas mamas até se sentir mais confortável. Se o problema persistir, procure uma avaliação médica para o aconselhamento de medicamentos para secar o leite.

Lembre-se de que você está construindo um novo hábito e será um aprendizado tanto para as mamães quanto para os bebês e crianças.


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